Oferta Escola

Setembro 25, 2010

Se for verdade:

“Referindo que existem cerca de 30 mil professores candidatos à contratação, o director-geral de Recursos Humanos da Educação adiantou que a partir de segunda-feira os horários que continuarem sem professores interessados são transferidos para as escolas, a chamada oferta de escola, depois de correr a bolsa novamente, na sexta-feira.”

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O que se passa com as ofertas de escola para o grupo 550?

O ano passado, logo após a saída da 2ª cíclica, os horários começaram a surgir na aplicação. Este ano ainda não surgiu nada, e pergunto-me se o ME está à espera de colocar professores de informática, recrutados à bolsa de recrutamento.

Tive acesso à BR2 e nos não colocados sobravam 13 colegas profissionalizados.

Ver aqui: http://arlindovsky.wordpress.com/2010/09/17/br2-disponivel/

Vindo deste ME que tanto se preocupa com os alunos sem professores, é de estranhar tal acontecimento, pois este ano a escola até começou uma semana mais cedo, pelo que nós deveríamos até ter sido colocados mais cedo. Nos meus 6 anos de ensino, tirando os dois primeiros, fui sempre colocado antes do dia 18 de Setembro, pelo que não compreendo esta atitude por parte do ME.

Este ano que até gostava que as coisas entrassem direitinhas, parece que vai ser mais um ano conturbado. Nem a Universidade Aberta cumpre com os prazos estipulados por eles, e adiou a listagem de admitidos à profissionalização por mais uma semana. Será que esperavam apenas um milhar de colegas a concorrer, como li num sindicato???? Se calhar foi um pouco mais…

Com isto estou a aproveitar para ver alguns filmes que tenho aqui no meu disco externo. Hoje vi o CopOut e o Kick Ass. Este ultimo, revela é a vontade que eu tenho de fazer uma determinada coisa a um ministério e aos incompetentes que lá andam….

Pedagogia da cinta

Julho 2, 2010

Descobri hoje nas minhas pesquisas que pelos vistos não será para breve a profissionalização em serviço ministrada pela UA. Talvez para o ano, mas com os incompetentes que trabalham no Ministério da Educação e nos sindicatos (que estão mais preocupados com quem lhes paga as cotas), nem isso sei se será possível 😦

Transcrevo o que encontrei:

“Os colegas com menos de 6 anos de serviço em 31 de Agosto de 2009, mas com 6 anos em 31 de Agosto de 2010, caso se tenham inscrito e iniciado o curso de profissionalização pela UA, como havíamos recomendado, viram o referido curso ser-lhes reconhecido e, assim, validada a profissionalização através do Despacho nº 4037/2010, de 5 de Março.

Apesar de o Secretário de Estado ter chegado a assegurar à FENPROF que tinha pronto um outro despacho para criar e validar um novo curso pela UA, a efectuar até Dezembro de 2010 pelos colegas na mesma situação (6 anos de tempo de serviço em Agosto de 2010), mas que não se inscreveram no 2º curso da UA, acabou por não sair tal despacho pois, em reunião efectuada em Fevereiro, entre o Ministério da Educação e a Reitoria da UA, foi entendimento destas duas entidades não haver já tempo para efectuar tal curso até Dezembro de 2010, como chegou a ser combinado.

Repetidamente, alertámos os responsáveis do Ministério da Educação para a necessidade de tomar decisões sobre esta matéria, com rapidez, sob pena de se inviabilizar o funcionamento desse terceiro curso de profissionalização pela UA.

Não tomando em consideração tais alertas, o ME inviabilizou a resolução do problema da profissionalização dos professores com habilitação própria que completarem 6 anos de serviço até 31 de Dezembro de 2010.

O problema dos professores com 6 anos de tempo de serviço não se resolveu assim, lamentavelmente – estes docentes juntaram-se, por isso, aos seus colegas na mesma situação mas com menos tempo de serviço (3, 4, 5 anos).

Tal como dissemos antes, é preciso, agora, agir para reabrir perspectivas de solução para a profissionalização destes colegas, negociando com o ME a possibilidade de realização de um novo curso a efectuar com a UA, curso que o Ministério da Educação já admitiu validar como última possibilidade de resolução, para estes professores, da sua situação profissional.

Propomo-nos, para tal, apresentar uma proposta exequível, que possa obter o acordo da Universidade Aberta, como entidade responsável pela realização do curso, e do Ministério da Educação, enquanto entidade que terá de o validar.

Neste contexto, é necessário, ainda, apresentar soluções que integrem o quadro legal da reorganização do ensino superior (no quadro do processo de Bolonha), envolvendo estabelecimentos de Ensino Superior, para além da Universidade Aberta.

Necessitaremos de identificar e mobilizar os professores que se confrontam com este problema e obter o apoio dos restantes colegas. É necessário levar o ME a reconhecer a justiça das nossas reivindicações e a ratificar a solução que construímos. Tendo em conta a situação em que estes docentes se encontram, é de ratificação da nova solução que se trata, pois o ME foi incapaz, por si, de resolver o problema. Antes pelo contrário, bloqueou-o!

Para desencadear este processo propomo-nos:

• Concretizar uma reunião de trabalho já marcada com a Reitoria da Universidade Aberta para explorarmos as perspectivas de solução que já abordámos e construir uma proposta de fundo que seja adoptada pelo Ministério da Educação como primeira prioridade para solucionar este problema. Tal, passará, inequivocamente, pela realização, no próximo ano lectivo, de um terceiro curso da responsabilidade da UA, nos termos do diálogo já a decorrer entre a Universidade Aberta e o Ministério da Educação, por um lado, e a FENPROF/SPGL por outro;
• Solicitar a realização de uma reunião sobre esta matéria com os responsáveis do Ministério da Educação;
• Marcar uma reunião com os professores destinada a aprovar a referida proposta de fundo ou uma alternativa que seja apresentada;
• Aprovar o trabalho de organização, mobilização e luta a desenvolver especificamente com os professores dependentes do processo de profissionalização e com os restantes contratados na sua exigência de soluções concretas que lhes garantam a vinculação a que têm direito.

Estamos certos de que organizados e intervenientes obteremos resultados na via da estabilização de emprego dos professores, nomeadamente o direito à vinculação e à profissionalização.”

Onde é que eu já vi este filme? Numa escola perto de si?

Sempre que me lembro do estado em que me encontro desde que há 6 anos optei por enveredar pelo ensino, só me lembro de 1000 nomes muito feios para chamar às pessoas que nos últimos 4 anos passaram pelo ME, principalmente, Luluzinhas e incompetentes Walterzinhos.
Pois bem, voltam os concursos e volta a impossibilidade de concorrer, ficando a aguardar pelas tão promissoras ofertas de escola lá para meio de Setembro. Mas porque raio pergunto eu, a profissionalização em serviço acabou?????
E nas minhas pesquisas encontrei um grupo de colegas que “julgo” encontram-se a realizar algum trabalho no terreno sobre a nossa situação.
Deste modo vou transcrever o que tenho lido:
“Tal como referi em http://www.saladosprofessores.com/forum/index.php/topic,3499.msg156189.html#msg156189 a data do Plenário é 24 de Maio, Sábado. Lá será feito o ponto da situação e apresentada mais uma via na tentativa da resolução do problema, que tal como muitos outros – nunca é de mais relembrar – persiste por via da legislação imposta pelo ME e pelo Governo. Prova de que o assunto não foi deixado cair, é que, ainda no passado fim-de-semana, no X Congresso da FENPROF, reafirmámos essa nossa posição, que consta dos EIXOS REIVINDICATIVOS lá aprovados:”
Posição FENPROF:
“(…)
O concurso a realizar em 2011 deverá reger-se por um novo diploma legal que consagre os princípios antes referidos. É preciso, também, que este novo diploma acabe com o impedimento de candidatura dos professores de habilitação própria, hoje injustificadamente imposto na legislação, quando, na verdade, o ME continua a necessitar destes docentes para a leccionação de diversas áreas, bem como deve ser retomada a possibilidade de acesso destes docentes à profissionalização em serviço. Nos casos em que esta não seja possível, a FENPROF procurará criar condições, junto de instituições de ensino superior, para a obtenção de qualificação profissional através do ajustamento do 2.º ciclo de Bolonha, pela concessão de equivalências a cadeiras já realizadas durante a formação inicial.”

Vou tentar estar actualizado relativamente a isto e sempre que achar oportuno vou acrescentando informação.

Deste modo espero algum feedback dos colegas que se encontram em situação idêntica respondendo a este “post” e colocando algumas dúvidas que possam ser oportunas.

Imagine

Fevereiro 8, 2010