Sempre que me lembro do estado em que me encontro desde que há 6 anos optei por enveredar pelo ensino, só me lembro de 1000 nomes muito feios para chamar às pessoas que nos últimos 4 anos passaram pelo ME, principalmente, Luluzinhas e incompetentes Walterzinhos.
Pois bem, voltam os concursos e volta a impossibilidade de concorrer, ficando a aguardar pelas tão promissoras ofertas de escola lá para meio de Setembro. Mas porque raio pergunto eu, a profissionalização em serviço acabou?????
E nas minhas pesquisas encontrei um grupo de colegas que “julgo” encontram-se a realizar algum trabalho no terreno sobre a nossa situação.
Deste modo vou transcrever o que tenho lido:
“Tal como referi em http://www.saladosprofessores.com/forum/index.php/topic,3499.msg156189.html#msg156189 a data do Plenário é 24 de Maio, Sábado. Lá será feito o ponto da situação e apresentada mais uma via na tentativa da resolução do problema, que tal como muitos outros – nunca é de mais relembrar – persiste por via da legislação imposta pelo ME e pelo Governo. Prova de que o assunto não foi deixado cair, é que, ainda no passado fim-de-semana, no X Congresso da FENPROF, reafirmámos essa nossa posição, que consta dos EIXOS REIVINDICATIVOS lá aprovados:”
Posição FENPROF:
“(…)
O concurso a realizar em 2011 deverá reger-se por um novo diploma legal que consagre os princípios antes referidos. É preciso, também, que este novo diploma acabe com o impedimento de candidatura dos professores de habilitação própria, hoje injustificadamente imposto na legislação, quando, na verdade, o ME continua a necessitar destes docentes para a leccionação de diversas áreas, bem como deve ser retomada a possibilidade de acesso destes docentes à profissionalização em serviço. Nos casos em que esta não seja possível, a FENPROF procurará criar condições, junto de instituições de ensino superior, para a obtenção de qualificação profissional através do ajustamento do 2.º ciclo de Bolonha, pela concessão de equivalências a cadeiras já realizadas durante a formação inicial.”

Vou tentar estar actualizado relativamente a isto e sempre que achar oportuno vou acrescentando informação.

Deste modo espero algum feedback dos colegas que se encontram em situação idêntica respondendo a este “post” e colocando algumas dúvidas que possam ser oportunas.

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Bom fim-de-semana

Novembro 27, 2009

Olá a todos. Para aqueles que pensaram que eu desapareci por uns tempo, podem ficar descansados que não. Apenas estive no Brazil em trabalho com os alunos do meu CEF 🙂

Vou a partir de agora tentar participar mais vezes, pois parece que as coisas agora começam a acalmar na escola.

Hoje deixo-vos um video muito interessante. Divirtam-se.

Sexy Striptease

Na minha leitura diária em algumas páginas, surgiu esta no Educare, onde fica claro o que eu disse relativamente aos favorecimentos no blog da profpardal.

FNE afirma que o processo de concurso de docentes “está a provocar fortíssimo mal-estar”, não respondendo à exigência de colocação em devido tempo nas escolas onde são necessários.
Segundo a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), a alteração ao regime de concursos realizada pelo Ministério da Educação este ano “está a transformar esta fase de início de ano lectivo num tormento para milhares de docentes”.

“O que ocorreu foi que o Ministério da Educação legislou no sentido de que, terminadas as colocações feitas centralmente no final do mês de Agosto, as colocações que agora estão a ser feitas através da Bolsa de Recrutamento contêm graves arbitrariedades, admitindo-se que em algumas circunstâncias se possam ter cometido ou venham a cometer ilegalidades”, refere a FNE em comunicado.

De acordo com a estrutura sindical, a não publicitação de listas de colocação e não colocação leva a que os candidatos não tenham possibilidade de verificar se foram ou não ultrapassados.

“Havendo a possibilidade legal de recurso hierárquico, os candidatos não têm, na prática, qualquer hipótese de utilizar esta forma de contestação, já que não têm condições de verificar o respeito pela graduação profissional de cada um nas colocações que agora estão a ser feitas”, adianta a FNE.

Por outro lado, as escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) e as escolas em regime de contrato de autonomia puderam abrir concursos para as necessidades de professores.

No entanto, adianta a estrutura sindical, como essas necessidades não foram consideradas para o concurso nacional, muitos candidatos colocados pelos serviços centrais em final de Agosto viram agora aparecer novas vagas, em escolas bem mais próximas das suas residências e para as quais tinham concorrido, mas onde não tinham obtido vaga na fase nacional.

“Sendo assim, concorreram agora a estas novas vagas, deixando de ocupar os lugares em que tinham sido anteriormente colocados, fazendo com que nestas escolas surgissem repentinamente novas necessidades”, explica.

A FNE refere, também, que as normas determinadas pelo Ministério da Educação para estes concursos “não obrigam ao respeito por regras e procedimentos transparentes que permitam que os candidatos conheçam os restantes candidatos ao concurso de cada escola, que conheçam a graduação estabelecida em relação aos candidatos em concurso, nem que conheçam quem foi o candidato colocado, nem a sua posição relativa na lista de graduação definida pela escola”.

Nestas condições, adianta, “estão milhares de candidatos, muitos com muitos anos de serviço e que agora, tendo a expectativa de, pela sua graduação profissional, serem rapidamente colocados numa das vagas que aparecem, se vêem sem colocação e sem possibilidade de recurso sequer, por desconhecerem a situação profissional dos colocados”.

Esta situação, segundo a FNE, fez com que hoje muitas escolas ainda não tenham colocados todos os docentes de que carecem para poderem funcionar.

A FNE refere ainda que os seus sindicatos prestarão todo o apoio jurídico aos docentes que se sintam prejudicados.

Professores em luta

Julho 16, 2009

Espero que os professores olhem para os professores dos Politécnicos e façam o mesmo.

Eram todos contra os professores titulares, mas concorreram e ficaram chateados por não conseguirem entrar na carreira. Depois veio os Directores, todos contra, mas vá lá, o ME disse: “Dou-vos mais uns euros ao final do mês” e foi vê-los a correr para  o cargo. Já me esquecia, os avaliadores, todos contra a avaliação, mas por mais 700 euros eu já avalio….enfim….

Os nossos sindicatos, e volto a dizer, ainda bem que não sou sindicalizado, andam todos à procura de “tachos”. Vão para lá e deixam de aturar os putos, que até não são fáceis de aturar, mas o tempo de serviço continua a contar para a reforma “choruda” que vão ter.

Então não podiam já ter feito uma coisa destas!!! Não há testes para ninguém, não há notas!!!!! A ver se a tia Lulu não pensava duas vezes antes de deitar a nossa carreira (infelizmente deixei de ser professor este ano para o ME ) abaixo.

Querem apostar que estes professores vão conseguir atinguir os seus objectivos….

Já ando a passar-me com a palhaçada da profissionalização. Andas no privado e dão-te os anos de serviço que quiseres para poderes ir realizar a profissionalização. Antigamente eram precisos 5 anos de serviço, agora são 6. Para quê pergunto eu? Será que ao fim de 5 anos de ensino nas costas já não merecia ser reconhecido pelo meu trabalho ?

Há uns dias em conversa com um colega que está na mesma situação que eu, disse-me que o SPZN tinha no site deles que a Universidade Aberta iria abrir um novo curso para a realização da profissionalização. Como não sou sindicalizado, pois não acredito em nenhum sindicato (basta ver o numero de sindicatos que existem, e cada um tem uma opinião, o que leva a nunca existir uma relação forte para negocias apenas com o ME) telefonei para a UA a perguntar como iria passar-se o “dito curso”. Resposta da UA: Não vamos abrir nada e não sabemos de nada dos sindicatos!!!!

Ora “porra”, mas então o que se passa aqui!!!!!! Já ando farto de ser gozado por esta “gente” toda.

Mando um email para o SPZN, e eles respondem que se juntarem um numero de pessoas “associadas” a UA irá abrir o dito curso de profissionalização em serviço.

Cá está a verdadeira cultura portuguesa em grande, andam a juntar pessoal para o realizarem. Com um pouco de sorte ainda é capaz de sobrar uma ou duas vagas para concorrer por fora.

Triste país que temos.

http://www.spzn.pt/index.php?op=actualidades&method=view&id_sel=2922