Hoje recebi um email da Fenprof que diz ter chegado a um acordo com o ME (não em todos os aspectos) mas que de alguma maneira me faz ter esperanças para  o futuro.
Conseguiram algumas coisas que eu julgo importantes, mas não chega.
Uma das coisas que já não será realizada e a prova de ingresso. Esta então acho aberrante, pois tive que despender 6 anos da minha vida em universidade para depois me passarem um atestado de incompetência.
A outra é que a partir do dia 20 vão começar a falar sobre a profissionalização em serviço. Espero que não falem apenas nos colegas que a estão a tirar neste momento, mas também em todos os colegas que abraçaram esta profissão e que já contam com muitos dias de serviço (+ de 5 anos mas não os suficientes para chegar aos 6 em 2010).

Fica aqui um excerto do texto, mas se forem à página da Fenprof, podem ler o resto.

“Na sequência deste acordo – que não encerra um processo, apenas permite o início de um novo ciclo – são abertas duas novas fases de negociação:

1ª Concretização em articulado destes princípios gerais.

2ª O início de um processo de negociação de outros aspectos (Horário e regime de trabalho; Componente lectiva e não lectiva; Formação; Direitos Profissionais; Aposentação; Vinculação dos professores contratados; Faltas, férias, licenças e dispensas; Exercício de funções não lectivas e/ou não docentes; Exercício de acção disciplinar; Profissionalização em serviço; Direitos profissionais). Nesse sentido, a primeira ronda negocial do novo processo terá lugar a 20 de Janeiro.”

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Profissionalização

Janeiro 4, 2010

Li num fórum que a Fenprof reuniu com o ME sobre o caso da profissionalização em serviço, onde debateram o caso dos colegas que estão a realiza-la através da Universidade Aberta, mas que o ME ainda não a reconheceu como tal. De mais assuntos falaram, e um deles chamou-me a tenção pois trata-se do meu caso – “Professores de Habilitação Própria com menos de 5 anos de serviço”.

Nesta reunião realizada no dia 22 de Dezembro de 2009, o ME assumiu que iria realizar um levantamento dos professores contratados sem profissionalização e mediante a falta destes iria estudar o assunto. Dessa reunião nada foi decidido, avançando com a data da primeira quinzena do mês de Janeiro para voltar a reunir com os sindicatos e então depois de analisados os dados, ser tomada uma decisão.

É aqui que acho que a profissionalização em serviço será novamente aberta a pessoas que estejam no mesmo patamar que eu. Pelo menos no meu grupo (550) eu sei que à falta de professores profissionalizados, todos dizem que é um grupo carenciado e pela experiência que tenho a telefonar para várias Universidade a perguntar se os Mestrados em TIC ou em Ciências da Educação serve para o dito grupo, todos me respondem que telefonem inúmeros colegas a fazerem a mesma pergunta, mas que infelizmente a resposta é negativa.

Deixo aqui o texto para que todos o possam ler.

Reunião com ME sobre profissionalização de professores com habilitação própria

Pelas 15 h do dia 22 de Dezembro, uma delegação da FENPROF foi recebida no ME para tratar de questões relativas à “Profissionalização dos Professores com Habilitação Própria”.

Neste sentido foram expostas, pela delegação da FENPROF, as condições que envolveram a profissionalização de docentes a partir do Despacho 6365 de 2005 até ao recente 10151 de 2009, relembrando que estes despachos permitiram desbloquear a situação profissional de um conjunto alargado de Professores com Habilitação Própria, finalizado pelo modelo levado à prática pela Universidade Aberta, em resultado de um protocolo connosco assinado.

Todavia ainda se encontram sem solução as seguintes situações:

– Professores de Habilitação Própria com possibilidade de completar 6 anos de serviço até 31 de Agosto de 2010 e que estão a frequentar o curso da UA sem garantia da sua validação;

– Professores de Habilitação Própria com possibilidade de completar os 6 anos de serviço até 31 de Agosto de 2010, mas que não se encontram a frequentar o curso (por tal frequência não estar validada, pelo ME, no momento da inscrição);

– Professores de Habilitação Própria que tendo tido a possibilidade de completar os 6 anos de serviço, entretanto a perderam por não terem sido colocados no presente ano lectivo ou estarem colocados em horários incompletos / temporários;

– Professores de Habilitação Própria com menos de 5 anos de serviço.

Complementarmente ao “Dossier sobre a profissionalização” e sua exposição, a delegação sindical apresentou, ainda, outros dados/estudos sobre os professores contratados profissionalizados ou não, com que justificou a sua reivindicação do direito à profissionalização e estabilidade de emprego destes docentes.

O Secretário de Estado manifestou abertura para ouvir todas as nossas propostas/questões, não tendo apresentado, contudo, quaisquer respostas concretas. Esta ausência de resposta prende-se, disse, com a alegada necessidade de pretender verificar, junto das escolas, (através de um inquérito/diagnóstico), os números reais de professores colocados em regime de contrato, profissionalizados ou não, por grupos de docência e tendo em consideração o tempo de serviço. Este inquérito, a enviar até final do ano civil, tem o intuito de aferir as “reais necessidades” do sistema, perante estes professores. Considerou ainda que o acesso à profissionalização não significa um compromisso imediato do ME, perante estes professores, mas que aumenta a sua expectativa perante um sistema que poderá, eventualmente, não precisar deles.

Valorizar a experiência profissional
adquirida ao longo de vários anos

A delegação sindical realçou que a resolução destes problemas além de justa para os docentes é vantajosa para o próprio sistema, uma vez que se valorizará a experiência profissional adquirida ao longo de vários anos por estes docentes, dando-lhes a possibilidade de regularizar a sua situação profissional e manterem-se a concurso nacional.

Assim, chamou insistentemente à atenção para a necessidade de uma resposta a curto prazo, resposta sem a qual se inviabilizarão as soluções possíveis para este processo.

O Secretário de Estado, comprometeu-se a agendar uma nova reunião a realizar durante a primeira quinzena de Janeiro de 2010, em que, ao contrário de hoje, traria já propostas concretas, tendo em consideração as apresentadas pela Delegação da FENPROF.

A delegação sindical da FENPROF apresentou, ainda, outras situações (vinculação, índice 167/151, etc.) que conduzem à instabilidade profissional dos professores, muitos dos quais com larga experiência no ensino e muitos anos de serviço, afirmando a necessidade de se encontrarem soluções para estes casos.

Mais uma vez o Secretário de Estado mostrou “compreensão e sensibilidade” pelas questões levantadas mas condicionado pela alegada necessidade que o sistema terá ou não desses professores.

Em suma, uma reunião inconclusiva, em que foram adiadas todas as decisões, para a reunião a realizar na 1ª quinzena de Janeiro.

No caso de desrespeito pela data apresentada pelo ME, ver-nos-emos obrigados a recorrer à acção sindical para garantir os direitos dos professores.

O Secretariado Nacional da FENPROF
22/12/2009″

Desde algum tempo que me aventuro na programação, quer de forma voluntária, quer a pedido de amigos ou profissionalmente. Encontrei esta ferramenta que nos pode ajudar bastante, principalmente quando não descobrimos um determinado erro no nosso código. Quantas vezes não telefonamos a um amigo para ver se nos ajuda, e lá temos que mandar o código, ele tem de compila-lo e etc…

Pois bem, nesta página que vos apresento hoje, isso deixa de ser problema. Podemos apenas copiar para lá o código e ele será compilado.

Corre vários tipos de linguagem.

Esta ferramenta é excelente e por isso destaco-a como sendo uma das mais úteis que descobri este ano.

Fica aqui o link para poderem testar a vontade.

Bom fim-de-semana

Novembro 27, 2009

Olá a todos. Para aqueles que pensaram que eu desapareci por uns tempo, podem ficar descansados que não. Apenas estive no Brazil em trabalho com os alunos do meu CEF 🙂

Vou a partir de agora tentar participar mais vezes, pois parece que as coisas agora começam a acalmar na escola.

Hoje deixo-vos um video muito interessante. Divirtam-se.

Sexy Striptease

Ofertas de escola

Setembro 22, 2009

Este ano o ME decidiu que os professores de informática que não fossem profissionalizados não poderiam concorrer ao concurso nacional.

Acontece que existem mais docentes não profissionalizados que o inverso. O ME deu às escolas a possibilidade de escolher os critérios e escolher os professores (julgo que pelos critérios definidos). Mas na realidade não é isso que está a acontecer. Na minha ultima conversa ao telefone com uma escola, o critério seleccionado foi “Ao calhas“. Pois bem, como os primeiros seleccionados não aceitaram, então o critério virou-se para os últimos classificados, pois assim a probabilidade de arranjar colocação sem desistências aumenta. Acontece que eu até concorri para o horário em causa e até sei que estão lá pessoas colocadas com graduação inferior a mim. Venho desta forma denunciar isto e para os colegas que estão à espera de colocação abram os olhos e mexam-se se não ficam em casa. Neste momento já estou colocado a cerca de 40 km de casa e já me contactaram de várias escolas. Desde o Algarve (Aljezur, Montenegro, Albufeira), passando por Lisboa (Lumiar, Cacém), Guarda (Trancoso), Viseu (Sta Cruz da Trapa, Seia, Mortágua, Sta Comba Dão, Vouzela, Tábua), Coimbra (Penacova), Aveiro (Aradas) e Alentejo (Odemira) já todos entraram em contacto, neste momento estou na melhor escola que se pude arranjar. Julgo que vou gostar, mas a escola do ano anterior ficou no coração pela equipa que lá está, e que aguardava por mim para por a informática a funcionar 🙂

Para os colegas que costumam ler o meu blog a minha força, e telefonem para as escolas para retirarem toda a informação que achem necessária. Se tiverem uma chamada não a deixem de atender, caso contrário a escola avança para o candidato seguinte, e ficam sem o lugar. Isso já me aconteceu, e poderia ter ficado ainda mais perto da minha residência.

Vamos correr com o Socas?

Setembro 22, 2009

correr